AS DIABRURAS DE ORFEU – CANTORIAS SEM FIM

Nas palavras de Ricardo Cravo Albin, prefaciador do livro: “Ao chegar ao final de uma leitura prazerosa, sou inclinado a concluir que o leitor tem em mãos singular privilégio.

Adquirir um livro que vale por dois, ambos estimulantes e bem nutridos. Isso porque Paulo Martins enriqueceu a estrutura do livro com dois segmentos, que se desnudam com clareza e charme.

O primeiro faz pontificar suas memórias pessoais, incluindo o abrir dos olhos para (…) a música. (…) e para (…) os problemas sociopolíticos de um país cruelmente desigual e injusto. (…). Todo um longo segmento se mescla entre prisões e torturas impostas ao nosso participante de luta (…), e a apetência, nunca negada, ao exercício da boemia, do fruir as noitadas, do apego aos companheiros de copos, de ideias e… de música.​

O segundo livro, ou a segunda parte desta unidade de opulência temática, crispa-se nos ensaios históricos e/ou acadêmicos. Aqui o autor dá a conhecer uma larga cultura musical e histórica, privilegiando o mito do Orfeu helênico, numa contraface, quero crer, da obsessão anunciada desde o começo do texto: o (de) querer ser compositor. Mas sendo, sim, a partir da magia da aproximação das palavras com as notas musicais.”​

 

Lançamento do livro é destaque na Coppe UFRJ

BOMBA ATÔMICA! PRA QUÊ?

Esse livro – de 380 páginas e vários documentos oficiais – atualiza fatos como: o enriquecimento de urânio no Brasil; os negócios com China e Iraque no setor (desde a época da Ditadura); os bastidores da construção e a situação atual de Angra I, Angra II e Angra III; o submarino nuclear, cujo protótipo já existe; a possibilidade do Brasil ter bomba atômica entre outros.​

E mais. Depoimentos exclusivos de: Rex Nazaré, ex-presidente da Comisão de Nacional de Energia Nuclear; Contra-almirante Othon Luiz Pineiro, ex-presidente da Eletronuclear; Luis Pinguelli Rosa, físico nuclear da Coppe/UFRJ; Fernanda Giannasi, engenheira civil e de segurança do trabalho, entre outros.​

SUGAR BABY E HASHTAG EU

“‘Uma geração que não nasce parida, mas posada’ num país de abandonados. Em Sugar Baby e Hashtag Eu, Toni Marques apresenta um mural expandido, veloz e satírico de nossos avat

ares. Fragmentos insólitos no emaranhado da vida que imita os aplicativos – isto foi spoiler. Internet, política, religião, prostituição, educação, família, favela: estamos nas afirmações com cara de pergunta, nas perguntas com cara de afirmações.

Um protagonista invisível, uma personagem descartável: Sugar Baby e Hashtag Eu é como um calço onde firmar o olho-retrovisor que retoma o nosso salto inaugural no precipício, o buraco de algoritmos no qual continuamos a cair sem sinal de chão para parar a nossa queda. Estamos todos marcados no textão que corre a timeline deste romance irreverente, porque fomos stalkeados. ‘A vida toda era do tamanho de um aplicativo’ e Toni Marques resolveu mostrar. Eis uma educação não pela pedra, mas pelo Tinder: não cabe na gente ‘encarnar a esperança’.”

Patrícia Galelli, escritora e artista-pesquisadora, responsável pelo texto de orelha do livro.